Prova prática de digitação para Concursos Públicos

Alguns Concursos Públicos, como os de Tribunais, TRFs (Tribunal Regional Federal) e TJs (Tribunal de Justiça), além de outros, possuem duas fases, sendo a primeira composta de prova objetiva e a segunda de uma prova prática de digitação, que muitas vezes deixa os concurseiros em pânico.

Para esclarecer alguns pontos, bem como acalmar os ânimos de quem vai prestar algum desses concursos que possui a prova de digitação, preparamos esse artigo completo, onde você vai aprender:

  • Como é a prova de digitação para Concursos Públicos;
  • Mitos sobre a prova de Digitação;
  • Como treinar para a prova;
  • Textos de concursos anteriores para treinar.

Após esse artigo você estará ciente do que realmente é, e como se preparar para esse teste, portanto, leia atentamente cada tópico, acesse as ferramentas que vamos indicar. Assim você estará totalmente preparado(a) para essa etapa do Concurso, que, acredite se quiser, é a etapa mais simples de todas.

A prova prática de Digitação para Concursos

Imagem de teclado de computador com emoticons - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

A preparação para um Concurso Público é repleta de obstáculos e dificuldades, onde o concurseiro, para se sair bem, supera uma a uma até o grande dia da prova. Assim acontece com quem vai fazer a prova do TRF, por exemplo, estuda toda a parte teórica, faz a prova objetiva e consegue se classificar para a segunda fase.

Acontece que durante a intensa preparação, os concurseiros tendem a não dar nenhuma atenção para o fato de que existe uma segunda etapa no concurso, e quando se classificam ficam preocupados, alguns até desesperados, por não haver antes procurado saber mais detalhes sobre a segunda etapa, e o mais importante treinado e se preparado para ela.

A prova de digitação é parte integrante do concurso do TRF e de alguns outros, principalmente de tribunais. Essa prova tem como finalidade única a eliminação dos candidatos desprovidos de coordenação motora. À primeira vista o termo eliminação pode assustar quem vai fazer a prova, mais na verdade o contexto da mesma é bem mais simples do que o adjetivo que a ela atribuem.

A segunda etapa desses concursos não é um bicho de sete cabeças e todos os que fizerem uma preparação correta e com antecedência, certamente serão classificados.

imagem com dados de tempo da prova de tribunais - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

Na prova do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), por exemplo, o candidato terá 11 minutos para fazer o teste, onde deverá digitar um texto com cerca de 1800 caracteres contados os espaços. Já nos concursos do TRF a metodologia adotada é diferente, nele o candidato terá 6 minutos para fazer a prova e o candidato deverá digitar no mínimo 130 toques líquidos por minuto, em um total de 780 caracteres digitados em 6 minutos.

Em um primeiro momento esses números podem assustar, porém basta alguns dias de treinamento e você vai perceber que são testes extremamente fáceis e possíveis de fazer. Mais uma vez é importante ressaltar que para se sair bem em uma prova, seja ela objetiva ou prática é necessário que o candidato se prepare com antecedência, por esse motivo escrevemos esse artigo, para que você saiba por onde, como e o que treinar para a prova de digitação.

Mitos sobre a Prova de Digitação

Imagem de mãos digitando sobre um teclado de computador - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

 

Como sabemos a internet é imensa, e nessa imensidão encontramos muita coisa, inclusive alguns mitos sobre diversos assuntos. Como não poderia ser diferente, também existem alguns mitos sobre a prova de digitação em concursos públicos e todos eles sempre tem um mesmo objetivo, lhe assustar!

Fazendo uma rápida pesquisa, encontramos alguns concurseiros que já fizeram a prova de digitação e através deles trouxemos os seguintes mitos:

MITO 01 – Nota da prova Objetiva + prova prática = nota final

A nota da prova de digitação é apenas de caráter eliminatório, portanto não é somada à nota obtida da prova objetiva. Nessa etapa não importa se o candidato tira 5 ou 10, pois a nota servirá somente para o corte das pessoas que não estão aptas a exercer o cargo.

MITO 02 – A formatação do texto é obrigatória

Na prova não é necessário formatar o texto, apenas digitá-lo.

MITO 03 – Não é possível corrigir o texto após a digitação

Você poderá voltar ao texto e fazer a correção quantas vezes forem necessárias, desde que dentro do tempo estabelecido.

Porém temos que ficar atentos, pois o que digitar a mais ou a menos será considerado erro e acarretará na perda de pontos.

Como treinar para a Prova prática de Digitação

Imagem de pernas humanas calçando tênis numa caminhada - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

Como afirmado acima, para que o candidato saia bem na prova prática ele deve treinar com antecedência e por esse motivo apresentamos uma ótima ferramenta que poderá ser útil em sua preparação.

10fastfingers (clique aqui para acessar) – Para usar essa ferramenta você não precisará fazer cadastro. Quando iniciar a digitação, automaticamente o cronômetro iniciará a contagem regressiva de 1 minuto. Ao final do teste você terá acesso a um relatório com informações como:

  • palavras digitadas por minuto;
  • palavras digitadas corretamente e erradas.

Além disso, também é apresentada uma informação comparando o seu resultado com o de outras pessoas que realizaram o teste. Legal né!

Veja abaixo, imagens da ferramenta:

Imagem do site 10fastfingers de treinamento de digitação - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

Textos de Concursos anteriores para você treinar!

Imagem de uma pilha de folhas sendo levantadas por uma mão - Prova prática de digitação para Concursos Públicos

TEXTO N° 01

Há cerca de 2000 anos antes do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, habitava a Mesopotâmia, país situado entre os rios Tigre e Eufrates, um povo que se tornou famoso por ter sido construtor, agricultor, comerciante e astrônomo célebre.

Se os egípcios conseguiram fama com suas gigantescas pirâmides, os seus magníficos templos e obeliscos, uma reputação não menor gozam os construtores babilônios, pois sabe-se que, já nessa época, a Mesopotâmia era atravessada por uma rede de canais (dos quais alguns navegáveis) e possuía grandes lagos artificiais que punham em comunicação o Tigre com o Eufrates. O terreno assim irrigado tornava-se fértil e barragens defendiam os campos das inundações do Eufrates cujas margens eram ligadas por uma ponte de mais de 200 metros de comprimento.

TEXTO Nº 02

Seres primitivos, dotados de armadura, de placas espinhosas e escamas sobrepostas, sem mandíbula e com três olhos na cabeça deram origem, há 400 milhões de anos, às 30.000 espécies de peixes que conhecemos hoje.

Como contar a sua idade?

As escamas apresentam-se com os aspectos mais variados, mas se examinarmos qualquer delas com atenção, veremos uma série de círculos; através deles podemos saber a idade dos peixes. Mas, a cada círculo não corresponde um ano de crescimento.

Um peixe não cresce sempre o mesmo através do ano. Nos meses quentes, quando a comida não falta, cresce rapidamente, o que provoca em cada escama uma quantidade de anéis bastante distanciados. Nos meses frios, os peixes crescem muito devagar e às vezes nem chegam a crescer. Os seus anéis de crescimento são poucos e muitos fundos. Este conjunto de anéis forma uma espécie de linha mais acentuada. Para conhecermos com exatidão a idade de um peixe devemos contar apenas linhas pois, uma, marca a passagem de um inverno.

TEXTO Nº 03

Medir o tempo foi sempre uma preocupação para os antigos, pois o tempo, que não podemos segurar ou guardar, só pode ser medido, registrando-se as repetições de acontecimentos periódicos.

Antigamente, os dias eram calculados de um a outro nascer do sol, de uma a outra lua cheia, ou de uma a outra primavera. Os índios contavam os anos por invernos ou verões, os meses por luas, e os dias por sóis. É evidente que as horas de claridade entre a aurora e o escurecer variam muito durante o ano, mas o período que vai de uma lua cheia a outra é constante, daí os antigos concluírem que a maneira mais exata de medir o tempo consistia em tomar como medida os corpos celestes.

TEXTO Nº 04

Jamais diga que o preço do carro foi barato; que o preço da casa é caro etc. Preço, é alto ou baixo; caro ou barato, é o que se pretende comprar. O canário foi barato (seu preço foi baixo); o gravador é caro (seu preço é alto) etc.

Ainda que se generalize paulista, para ambos, o fato é que paulista é para os nascidos no interior – SP; os da capital são paulistanos.

Vou na fazenda; vamos nos Estados Unidos; fui na cidade; Tadeu foi no teatro etc. são erronias de largo emprego. Consertar assim: Vou á fazenda; vamos aos Estados Unidos; fui à cidade; Tadeu foi ao teatro etc.

CHUCHU! Está é a palavra que, em português, bate todos os recordes de formas geradas pela dúvida: xuchú, xúchú, xuchu, xuxu, xúxú, xuxú, chúchú, chuchú, chúxú, chuxú, chuxu e chuchu! Já anotamos, em várias oportunidades, essas onze formas erradas – e até a certa (chuchu)…

TEXTO Nº 05

O vaga-lume produz a mais perfeita forma de iluminação: a luz sem calor. De fato o pequeno inseto é mais frio do que o ar de uma noite de verão. Nas Antilhas, os indígenas prendem vaga-lumes entre os dedos dos pés para iluminarem o seu caminho na selva. Algumas tribos usam também estes insetos como enfeites para os cabelos das moças. No Japão, durante a festa dos vaga-lumes, as pessoas levam em barcos caixas cheias deles, que são liberados para desafiar as estrelas.

Um camaleão de 15 cm pode, sem sair do lugar, capturar uma mosca situada 25 cm adiante, por meio da língua, que é mais comprida do que seu corpo. Além disso, a língua do camaleão, cuja ponta segrega uma substância pegajosa, é arremessada sobre a presa com uma velocidade espantosa, sem dar chance ao inseto.

TEXTO Nº 06

Descoberto e colonizado por portugueses, é natural que o elemento branco que entrou na constituição de nosso povo tenha provindo de Portugal e de suas ilhas atlânticas.

No Brasil, os portugueses, presentes em todos os estratos da sociedade colonial, desempenhavam atividades as mais diversas. Exerceram pequenos ofícios, praticaram o comércio e a mascateagem (comércio ambulante), dedicaram-se à agricultura e à indústria, dominaram o serviço público civil e militar.

Os brancos mais abastados estabeleciam-se no campo e integravam a aristocracia rural. Eram os empresários agro-industriais de açúcar, então denominados simplesmente senhores de engenho.

Nas cidades, concentravam-se a maioria, que aspirava à vida aristocrática rural, ideal da época.

Propensa à miscigenação, cruzaram-se os brancos com os índios e os negros, assim contribuindo efetivamente para a formação do povo brasileiro.

Hoje vimos…

Como é a prova de digitação para Concursos Públicos os mitos sobre esta etapa de avaliação, como também pudemos treinar com alguns textos.

Portanto, conforme vimos nesse artigo, você que prestará algum concurso que tenha além da prova objetiva a prática de digitação não deve temer pelos mitos que são criados e espalhados pela internet, e caso se prepare da maneira correta não terá problemas nessa etapa que é apenas eliminatória, para que apenas assumam o cargo aqueles que tenham as condições necessárias para tal.

Bons estudos e até a próxima!